Você ouviu falar sobre low carb, achou o assunto interessante, foi ler sobre o tema e percebeu que pode ser uma ótima alternativa para mudar sua rotina alimentar e, por consequência, alcançar os resultados que deseja. Muito bem! Isso é ótimo, pois – como dissemos no texto MAS, AFINAL, O QUE É LOW CARB?” -, querer mudar é o primeiro e mais importante passo, entretanto, surge uma dúvida: como começar?

Antes de apontar os dois caminhos que você pode seguir para se adaptar a uma alimentação baixa em carboidratos, é importante dizer quais os alimentos que devem ser evitados nesse estilo de vida. E, quando, falamos em evitar um alimento, não queremos dizer que ele nunca mais poderá fazer parte da sua alimentação, mas sim, que ele não será mais a base dela, ou seja, deixará de ser regra para virar exceção.

Estando isso esclarecido, vamos a uma lista dos principais alimentos a serem evitados. São eles:

  • Açúcar – seja ele de que tipo for. Açúcar refinado, demerara, orgânico, mascavo, light, açúcar de coco, mel, melado de cana, etc. Vale lembrar ainda, que alguns alimentos contém seu açúcar natural, como o leite que tem a lactose e as frutas que tem a frutose (em maior ou menor quantidade a depender da fruta).
  • Grãos – Mesmo que integrais. Aqui se incluem: farinha de trigo, (bem como tudo que é feito com ela, como bolos, macarrão, pães, pizza, biscoitos etc), arroz, cereais, amido de milho, etc.
  • Leguminosas – como feijões, ervilha, amendoim, etc.
  • Óleos vegetais refinados – como óleo de soja, de canola, de milho, bem como a margarina. Dê preferência ao azeite de oliva extra virgem, à manteiga, ao óleo de coco e a banha para cozinhar, que são gorduras boas e naturais.
  • Alimentos industrializados – em especial os ultraprocessados. Dê sempre preferência à comida de verdade, fugindo de produtos alimentícios industrializados, porque geralmente contém diversos ingredientes que não sabemos o que é, conservantes, corantes, espessantes, além de açúcar disfarçado com outros nomes.

Sabendo disso, você tem dois caminhos possíveis: ir diminuindo o consumo desses alimentos gradualmente, se adaptando pouco a pouco, ou, então, retirar todos eles de uma só vez. Retirando-os de forma gradual, o início será mais fácil, porque você terá mais tempo para ir se acostumando de uma forma que respeite seu ritmo. Por outro lado, ao retirar de vez esses alimentos, você sofrerá mais nos primeiros dias, entretanto, você romperá com o chamado “ciclo do carboidrato” por reduzir drasticamente o seu consumo.

Explicando melhor esse tal ciclo, não importa qual a fonte de carboidrato que você ingeriu, a molécula final de todos eles será glicose, o que, por consequência, elevará sua insulina. Na mesma velocidade que ocorre o pico de insulina, acontece a sua queda, o que gera a fome e a necessidade de ingerir mais carboidratos. Esse ciclo se repete toda vez que ingerimos grandes quantidades de carboidratos, gerando fome constante. Por isso, romper esse ciclo é algo tão importante.

Os dois caminhos são válidos e o melhor deles será aquele que você conseguir trilhar. Tente priorizar o consumo de vegetais variados – experimentando diversas formas de prepará-los -, de carnes de todos os tipos e cortes, de ovos, de boas fontes de gordura que geram saciedade, como azeite extra virgem, abacate, coco seco, oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes), frutas de baixo índice glicêmico (frutas vermelhas, kiwi, maracujá, por exemplo).

Na dúvida, sempre que possível, opte por alimentos em sua forma natural, menos processada. Não se esqueça: os nossos hábitos alimentares começam no supermercado, por isso, inicie a mudança na hora de fazer suas compras, isso o ajudará no momento em que estiver em casa e a fome chegar.

Por último, mais uma dica: não tenha pressa.

Dê um passo de cada vez e, se cair, recomece no instante seguinte. Nenhuma mudança acontece do dia para a noite. Vamos juntos?
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